sexta-feira, 21 de março de 2014

Dicas para evitar as assaduras no bebê

As assaduras são um inimigo que ronda os bebês que usam fraldas. A notícia boa é que alguns cuidados simples reduzem muito as chances delas ocorrerem.

Trocando a fralda do bebêAs assaduras em bebês são um incômodo e tanto. Além de deixar a pele dos pequenos irritada, vermelha, com ardência, coceira e dor podem ter como consequência prejuízos no sono e na alimentação.

Muitas mamães acham que as assaduras só aparecem na região das fraldas, mas não é só nessa área. Podem ocorrer em regiões mais quentes e em outras dobrinhas, como no pescoço e embaixo do queixo.
A principal causa da assadura é a umidade. Uma assadura inicial deve melhorar cerca de dois após o início do tratamento recomendado pelo médico (normalmente com os cremes tradicionais usados para prevenir a irritação à base de óxido de zinco, vitaminas A e D, lanolina, calêndula e óleos). Se ainda assim a assadura persistir, ou tiver piorado, fale com o pediatra, pois pode ser algum outro tipo de infecção, como fungo ou bactéria, que exige um tratamento mais específico.
Algumas dicas valiosas para as mamães contra as assaduras:
  • Não é preciso dar banho no bebê a cada troca de fralda no caso de xixi. Um algodão umedecido com água morna é o indicado para a higienização. O sabonete, mesmo sendo neutro, e lenços umedecidos retiram a camada de proteção da pele, propiciando a assadura.
  • No caso de cocô, o ideal é lavar o bumbum, mas apenas com aguá, sem o uso de sabonetes.
  • Deixe o bebê algum tempinho sem fraldas para evitar um pouco o atrito da fralda com a pele do bebê (a região fica úmida e quente em contato com a fralda).
  • Tente trocar a marca da fralda. A assadura pode ser por causa de alguma reação alérgica de algum componente da fralda.
  • Não use talco, a região ficará abafada e, portanto, úmida, propiciando o aparecimento das assaduras.
  • Não deixe o bebê com a mesma fralda por muito tempo. Nem a fralda mais absorvente de xixi consegue deixar o bebê longe da umidade e consequentemente da assadura.
  • Alimente o bebê exclusivamente com leite materno nos primeiros meses. O leite materno faz com que as fezes e urina não se tornem tão ácidas, prevenindo assaduras.
  • Uso exagerado das pomadas para prevenção das assaduras pode ter efeito contrário. Deve ser passada uma fina camada de pomada, o exagero deixa a região sem “respirar”, irritando ainda mais a pele do bebê.
  • Bebês maiores podem ter assaduras em decorrência de alergias alimentares. Por isso, quando introduzir a alimentação sólida, ofereça um alimento novo por vez, assim saberá se a assadura tem como causa alergia alimentar.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Cólicas em Crianças

Vamos falar sobre cólicas?

Uma das dúvidas mais comuns das mulheres, desde gestantes até depois do parto, discutidas tanto em consultas quanto em grupos de apoio ou entre familiares, razão dos mais diversos métodos de diagnóstico e sugestões de tratamentos, a cólica infantil parece muito mais comum do que ela realmente é, segundo mostram pesquisas.
E muito embora ainda haja estudos recentes sobre causas e tratamentos de cólicas infantis, a definição é a mesma usada desde 1954 (isso mesmo, artigo publicado no Pediatrics de novembro de 1954), onde se faz uma revisão sobre os termos “cólica infantil” ou “agitação paroxística” e um  estudo sobre o sintoma: mais de 3 horas de choro por dia, por mais de 3 dias por semana por mais de 3 semanas.
Nesse estudo (lembrem-se que é de 1954), o quadro acontecia a partir da 2ª semana de vida, com um pico na 6ª semana durando até entre a 12ª e a 16ª semanas (entre 3 e 4 meses), na maior parte das vezes no final da tarde e à noite, em bebês com características semelhantes (peso ao nascer, ganho de peso, sexo, escolaridade materna, história familiar de alergia e alimentação). Em quase 50% dos casos sintomáticos, a tensão familiar foi considerada fator importante no desencadeamento desse sintoma (25% de casos, nesse estudo, não se encontrou causa aparente). E a conclusão dos autores, em 1954, foi que a cólica infantil seria “possivelmente uma das respostas somáticas mais precoces à presença de tensão no ambiente”.
A primeira questão a se pensar seria:
- Por que razão, os dados numéricos (mais de 3 horas por dia, mais de 3 dias por semana, por mais de 3 semanas) persistiram como verdade absoluta e são base para estudos modernos sobre cólicas, mas o dado mais relevante do estudo, ressaltado na conclusão pelos autores, sobre a influência de tensão familiar (representando fatores emocionais) é constantemente "esquecido" e não é levado em consideração?
Recém-nascido chorando - Foto: esmo/Shutterstock.com

Da vida no útero para a vida “sem lar”.

Antes de continuarmos a conversar sobre cólicas, que tal entendermos um pouco mais sobre a transição da vida de feto para recém-nascido? No meu livro “Gerar e Nascer – um canto de amor e aconchego” (2008), na segunda parte, capítulo 2, faço uma longa reflexão sobre isso. Mas quero trazer aqui alguns pontos em especial:

Onde fica o bebê?

Nós costumamos ter a ideia de que o bebê é um pontinho minúsculo que fica nadando na imensidão da “piscina amniótica”. Isso não é bem real. O aumento de tamanho do bebê durante as semanas de gravidez é que “induz” o útero a crescer. Assim, quando chega perto do parto, apesar de termos o líquido amniótico, a placenta e o cordão umbilical dentro do útero, é quase como se o bebê “vestisse o útero“ e fosse uma roupa um pouco folgada. É por essa razão que a mamãe sente, por exemplo, nas costas, a cada vez que seu filhinho amado estica uma perna, ou perto do estômago quando ele resolve se “espreguiçar”. O útero é um órgão muscular resistente, capaz de se esticar e aumentar X vezes seu tamanho, para abrigar o bebê dentro dele. E aí ele fica no líquido amniótico, que é estéril e quentinho.

Som

Uma das razões que fazem os bebês pararem de chorar quando estão no colo de sua mamãe é o fato de se “lembrarem” de um som que os acompanhou por essa jornada: o coração materno. Temos medo do que não conhecemos, mas quando encontramos um rosto amigo, familiar, costumamos nos acalmar. Acontece assim com seu filhinho também. Além desse som, o bebê convive com os (não tão românticos) ruídos hidroaéreos do aparelho digestório da mamãe. Assim, pensem bem antes de passar por aquela orgia alimentar, pois isso poderá gerar gases que, perto de um útero, podem, no mínimo, incomodar a paz e a harmonia desse ambiente.
Além dos sons intrauterinos, ele pode sentir a vibração das vozes que tentam se comunicar com eles durante a gestação. Músicas, as vozes do papai e da mamãe são sempre bem recebidas (para todos) durante essas 40 semanas (parece mais do que 9 meses, não parece?).

Proteção

Dificilmente, o bebê vai encontrar, durante toda sua vida, um local onde ele fique mais protegido do que no útero materno. E a mamãe também, pouco provavelmente, vai se sentir mais super-protetora em algum outro momento que não seja esse.
Enquanto está dentro do útero materno, alguns riscos são minimizados e quase ausentes.
- Fome – todo alimento que o bebê necessita é trazido a ele através do sangue do cordão umbilical. Assim, ele não perde a hora de comer, não come demais nem de menos, e ele come “aquilo que você comer”. Assim sendo, cuidado com a sua alimentação. Alguns estudos mostram a importância do hábito alimentar da gestante na criação do hábito alimentar de seus bebês após o parto.

Alimentação

Aqui, a futura mamãe não poderá dizer a mais conhecida frase em consultórios pediátricos: - “Doutor, meu filho não come.
Isso porque o “alimento” chega através do... adivinhem... isso mesmo: do cordão umbilical também. Os nutrientes que o bebê necessita chegam através do sangue que vem da mamãe. E aí, seu filho não vai dizer que não gosta de verdura, que prefere chocolate ou salgadinhos. Então, se você não quer que ele coma nada disso, preste muita atenção na sua alimentação, viu? Tenha uma dieta equilibrada e saudável porque isso será o primeiro passo para cuidar da saúde de seu bebê, agora e para o futuro.
Enquanto estamos dentro do útero (embrião e feto), temos nossas necessidades básicas preenchidas. Imediatamente após o parto, sem nenhum aviso prévio, perdemos nosso lar (útero), nossa amiga (a placenta – conhecida em muitos lugares no Brasil como “companheira”) e a nossa linha da vida (cordão umbilical – por onde chegam o oxigênio e o alimento).
Essa é uma grande perda, abrupta, profunda e até assustadora. O bebê pode reagir para, inconscientemente, tentar retomar a intimidade e a suficiência da vida que vivia até então.
Será que existem mesmo cólicas? Será que isso não é parte do desenvolvimento e da evolução dos bebês numa tentativa de resgatar sua rotina anterior? Nas próximas semanas estaremos retornando a esse assunto e tentando colocar uma luz diferente no final do túnel. Te espero aqui, tá?


terça-feira, 18 de março de 2014

A Importancia de Amamentar



Leite materno – A importância da amamentação

           O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê. Nele estão contidos todas as proteínas, vitaminas, gorduras, água e outras necessárias para o seu completo e correto desenvolvimento. Este contém ainda substâncias tais como anticorpos e glóbulos brancos, essências para proteger o bebê contra doenças.
A amamentação também contribui para o desenvolvimento emocional do bebê, pois promove uma forte ligação emocional com a mãe, transmitindo-lhe segurança e carinho, de modo a facilitar, mais tarde, o seu relacionamento interpessoal e, ainda, contribui para o desenvolvimento psicomotor do bebê. O próprio ato de mamar promove uma melhor flexibilidade na articulação das estruturas que participam na fala e estimula também o padrão respiratório nasal do bebê.
Além do mais, o leite materno tem a vantagem de ser facilmente digerido, muito prático pois está sempre pronto, e econômico, pois não necessita de ter esterilizador, mamadeiras ou leite em pó!
Para a mãe também traz muitas vantagens tais como uma maior segurança; queima calorias de modo a ser mais fácil voltar ao seu peso normal; o útero regressa mais rapidamente ao seu tamanho normal; protege-a da osteoporose, do cancro da mama e do ovário.
A saber…
  • Colostro - Nome do primeiro leite materno (até ao 6 dia após o parto). É um leite muito rico em proteínas, sendo de cor amarelada. Confere ao bebê a primeira proteção imunitária.
  • “Descida do leite” - Passagem do colostro para leite maduro. Este é produzido em maior quantidade. Tem uma coloração mais esbranquiçada.
  • Composição do leite – Este varia durante a mamada: no início é mais rico em água e, após mais ou menos 5 minutos, fica mais rico em matérias gordas, de modo a saciar o bebê. É por isso que se deve esvaziar primeiro uma mama antes de se passar para a outra.

Dicas de como escolher o nome do Bebê





Um dos Momentos mais Difíceis durante a Gravidez é a Escolha do NOME da criança. Pensando nisso separamos   11 dicas pra facilitar a vidas das Mamães de Plantão.



1. O nome deve ter um significado especial

 O ideal é que ele expresse algo que soe positivo para você. Afinal, o nome é sempre o que causará a primeira impressão nas pessoas, além de refletir como os pais enxergam o filho quando se tornar um adulto. Se imagina que o bebê, por exemplo, será um atleta, escolha um nome que esteja relacionado a força física e agilidade.

 

2. Combine com o sobrenome

 Repita a combinação diversas vezes para verificar o ritmo. Se você tem um sobrenome comum, como Silva ou Sousa, pense em um nome um pouco menos usual para fazer a associação perfeita. Uma boa dica é procurar no Google quantos homônimos o seu filho terá. Se a lista for muito grande, melhor pensar em outra opção. É importante também verificar se há redundância — Fernanda Fernandes, por exemplo. Se a cacofonia não lhe agradar, melhor escolher outro nome.

 

3. Leve a grafia em consideração

 Se o nome escolhido tiver uma grafia pouco habitual, caberá a seu filho (coitado!) corrigi-la a todo instante. Por outro lado, se o nome é facilmente encontrado, a grafia diferente poderá torná-lo menos trivial.

 

4 . Repare como ficam as iniciais juntas

 Cheque se as iniciais do nome, principalmente a do primeiro e a do último juntas, não formam nenhuma expressão com significado indesejado. O nome Ricardo Augusto Tavares Orsolin, por exemplo, forma a rubrica RATO. Em muitas empresas, as pessoas são identificadas pelas iniciais, em crachás por exemplo. O nome também fica reduzido em cartões de crédito e assim por diante. Então, esse tipo de detalhe também conta.

 

5. Decida se quer, ou não, honrar alguma tradição familiar

 Será que a família tem a tradição de dar certo nome, herdado de geração para geração? Veja se realmente o significado dele condiz com seu desejo. E lembre-se: essa decisão é dos pais, que não devem se sentir pressionados a seguir o comportamento familiar. Se, no entanto, preferir a diplomacia, uma saída é usar esse nome tradicional como o do meio.

 

6. Pense nos possíveis apelidos

 Você está preparado para ouvir seu filho sendo chamado por um apelido? Beatriz, por exemplo, comumente vira Bia, mesmo que a gente insista no nome original. Então, não dá para fazer nenhuma escolha sem imaginar todos os apelidos que determinado nome poderá render.

 

7. Repita, repita, repita

 Antes de tomar a decisão final, pronuncie o nome centenas de vezes. Um ótimo exercício é usar as mais variadas entonações e sentidos, para ver se a sonoridade agrada pra valer.

 

8. É legal dar nomes exóticos?

 Pense duas vezes antes de dar um nome pouco comum para o seu filho. Pesquisas apontam que crianças com nomes “estranhos” são mais facilmente alvos de brincadeiras de mau gosto nas escolas durante a infância. Mas, se não se importa com isso, vá em frente.

 

9. Nomes fora de moda costumam voltar

 Lembre-se disso. Não se incomode se gostar de um nome que parece em desuso. Ou o contrário: não escolha um nome só porque ninguém mais é chamado assim, na esperança de ser original. Nomes considerados antigos costumam voltar à voga . Joaquim, por exemplo, já foi considerado um nome fora de moda e, agora, retornou com tudo. Isso sempre muda e não pode ser fator determinante.

 

10. Nomes de celebridades: muito cuidado

 Essa é uma boa maneira de homenagear os seus ídolos. No entanto, pense duas vezes antes de fazê-lo, principalmente se a celebridade ainda estiver na ativa. Afinal, ninguém sabe como a Madonna, por exemplo, entrará para a história.

 

11. As emoções da hora do nascimento importam

 A lista está acabando e você já notou quantos fatores precisa levar em consideração na escolha do nome do seu bebê. No entanto, a hora do nascimento é o momento que realmente importa! As sensações e emoções que veem à tona fogem da lógica. Assim, uma boa dica é: esqueça a opinião de amigos, familiares e escolha um nome ou sustente uma decisão anterior baseando-se nos sentimentos desse momento tão especial. Receba seu bebê com todo o amor e carinho. E não perca a oportunidade de olhar para o seu rostinho e ser a primeira pessoa a pronunciar o seu nome.